Frases de Borges

Que coisa boa é ler a verdade transcrita por uma pena tão nobre e talentosa. Foi em migalhas e frases que fui lendo textos de Jorge Luis Borges até conhecer a coleção de contos de “O livro da areia”. Desde então gosto cada vez mais de sua obra.

No último ano, em visita à sua cidade natal, comprei um exemplar original em espanhol de “El Aleph”, mas ainda não me atrevi a ler (detalhe não importante: não sei espanhol).

Bem, direto ao ponto, peço desculpas por não lembrar onde foi que achei essa primeira tradução com um trecho de ”Fragmentos de um Evangelho Apócrifo”. Vale a leitura.

Feliz aquele que não insiste em ter razão, porque ninguém tem ou todos têm.
Feliz aquele que perdoa aos outros e aquele que perdoa a si mesmo.
Bem aventurados os mansos, porque não condescendem com a discórdia.
Que a luz de uma lâmpada se acenda, embora nenhum homem a veja. Deus a verá.
Não odeies teu inimigo, porque, se o fazes, és de algum modo seu escravo. Teu ódio nunca será melhor que tua paz.

Outra, que li há pouco, está no site Releituras. É um trecho do texto “Uma oração”.

A liberdade de meu arbítrio é talvez ilusória, mas posso dar ou sonhar que dou. Posso dar a coragem, que não tenho; posso dar a esperança, que não está em mim; posso ensinar a vontade de aprender o que pouco sei ou entrevejo. Quero ser lembrado menos como poeta que como amigo; que alguém repita uma cadência de Dunbar ou de Frost ou do homem que viu à meia-noite a árvore que sangra, a Cruz, e pense que pela primeira vez a ouviu de meus lábios.

Bom fim de semana!

Uma resposta

por Luiz Henrique Matos

“Minha resposta é o amor”.

Lá do fundo do salão, eu observava a quantidade de pessoas com os braços levantados, respondendo a um convite que pedia que se manifestassem aqueles que passavam por um momento de dificuldade ou dor.

Uma voz, sobrepondo todos os meus pensamentos momentâneos, me martelava a mente, falando algo sobre o amor e sobre respostas.

Vendo aquilo, me questionava como é possível, no meio da igreja, tantas pessoas ainda lutarem diariamente contra o sofrimento. Estou errado, eu sei – isso é uma questão circunstancial, pessoal e nada prática – mas às vezes me parece antagônico.

“Hoje eu trago respostas. A partir de agora eu planto em cada coração o meu consolo, uma nova direção e a minha providência”.

Enquanto via aquelas pessoas, ainda que por alguns segundos, fui levado a um pensamento sobre a vida de cada um. Afinal, quem eram eles? Do que sofriam? Não eram os mesmos que ainda há pouco participaram da ceia e cantaram em gratidão ao bom Deus?

Eu olhava aquela multidão e até o fundo era possível ver algumas dezenas de mãos erguidas. Alguns rostos eram conhecidos e eu já vira em outros domingos, outros eu nunca tinha visto.

O homem na cadeira à minha frente levantou o braço direito. Parecia um pouco constrangido em admitir que precisava de ajuda. Mas ele precisava de ajuda! O que ele tem? Sua mão levantada era um pedido de socorro. Estava com a mulher e dois filhos. Eu não o conheço. Do que ele precisa?

“Minha resposta é o amor”.

Convenço-me cada vez mais de que a igreja é uma comunidade de doentes se prestando a ajudar uns aos outros. E meu espanto vem em parte porque noto que somos curados à medida que ajudamos outros a vencerem suas batalhas e obterem auxílio em suas dores.

Em grande parte, foi o que Jesus fez. Em seu sofrimento, permitiu que fôssemos resgatados e salvos.

“Minha resposta é o amor”.

Deus falava com sua voz pungente em meu coração naquela manhã de domingo. E sua manifestação (sim, eu acredito nisso) fazia meu peito arder em compaixão. Por um instante, pude ver com seus olhos e saber que a dor de seus filhos, faz o Pai se retorcer em angústia e desejo em ajudar. Acima do bem e do mal, ele ama. Deus é amor.

Agora, três dias depois, reflito sobre aquela situação tentando entender que sentido tem eu saber e ouvir uma resposta quando o clamor desesperado vinha de outros corações.

“Escreva”, sugeriu meu amigo-conselheiro. Não gosto. Prefiro guardar esse tipo de experiência para mim. Falar sobre assunto assim me parece polêmico, exibicionista e algo dotado de certo orgulho próprio. Mas eu cedi.

Enquanto penso sobre aquele momento, percebo a intenção paterna me incomodar outra vez a mente. E para mim a resposta vem em saber que pela fé somos levados a acreditar no poder curador e consolador do nosso Deus. No entanto, na prática, ele nos mostra que sua manifestação se dá através do toque de nossas mãos e das palavras de consolo que saem dos nossos lábios.

Temos a Deus. Deus é amor. E somos a sua resposta uns para os outros.

“Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. Dessa forma o amor está aperfeiçoado entre nós, para que no dia do juízo tenhamos confiança, porque neste mundo somos como ele. No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. Nós amamos porque ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: ‘Eu amo a Deus’, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão.” (1 João 4:16–20).

(Escrito para coluna no site ComunidadeCarisma.net)

Frases sobre o futuro

Hoje, passando o dia numa reciclagem profissional, me deparei com duas frases de pensadores da cultura corporativa, mas que no instante me levaram a pensar sobre minha espiritualidade, sonhos e futuro.

“Se você quiser ter alguma certeza sobre o futuro, trate de construí-lo.”
- Peter Drucker

“O maior perigo para o sucesso no futuro é o sucesso do passado.”
- Alvin Tofler

O que me levou a um outra frase, essa de um grande líder cristão coreano, que ouvi há alguns meses:

“Me diga qual é a sua visão e eu te direi aonde você vai chegar.”
- Paul Yonggi Cho