Uma foto para não passar em branco

Quem me dera se a falta de novos textos aqui no blog nas últimas semanas fosse resultado apenas desse tipo de ocupação. Mas entre as diversas razões, registro aqui apenas a parte boa.

Tem gente que fala que lugares como esse inspiram novas ideias. Em mim, confesso, tem justamente o efeito contrário: me esvaziam a mente por total.

Um abraço.

Reflexos (uma foto para a quarta-feira)

Essa semana, postei essa foto aí no twitter. Eu estava no escritório, quando um amigo alertou sobre o pôr-do-sol que tínhamos na janela. Fiz a foto com o celular e postei com a observação: “Olhando esse pôr-do-sol, o rio Pinheiros até parece bonito.”

Sem nenhuma pretensão, sem crítica, eu só queria repartir à toa a bela imagem da minha cidade (bom, se você não vive em São Paulo, precisa saber que o Pinheiros é um rio poluído e totalmente sem vida – à exceção de uma família de capivaras mutantes que insiste em nadar por ali de vez em quando).

Então, passado um tempo, o Sérgio mandou um comentário na foto que me motivou a postar isso tudo por aqui: “Querido amigo. O rio é lindo quando reflete a luz… Assim, mesmo do jeito que somos, podemos ser belos quando refletimos Deus.”

O Sérgio é um poeta, ele é romântico de um jeito que eu não sou. E de certa forma, eu acho que ele está certo. Somos imperfeitos, sujos, insistimos em caminhar sobre a linha tênue entre a santidade e o pecado. Por isso somos humanos. Por isso, quando o caráter do Pai transparece em nossas vidas, refletimos sua beleza e graça.

-LHM

Voltando ao paraíso

Ruas de ouro, anjos tocando harpas, um coral de vozes em louvor… Não, eu prefiro a afirmação de Borges. E depois de se estar no paraíso uma vez, é quase impossível resistir a tentação de investir seus recursos para viver essa experiência outra vez.

(Clique nas fotos para ampliar)

El Ateneo, eleita a segunda livraria mais bonita do mundo (eu queria era saber qual é a primeira…). Se interessar a visita, fica na Av. Santa Fe, em Buenos Aires.

Duas fotos de Cartier-Bresson

Hoje fui à exposição de Henri Cartier-Bresson aqui em São Paulo. Aproveitei o horário de almoço e caminhei com o Gustavo até o lugar.

Além da qualidade das imagens, outra coisa me fez parar pra pensar sobre o talento do fotógrafo: a sensibilidade para enxergar a beleza no cotidiano. As cenas comuns, a vida rotineira nas cidades e no campo, as pessoas em seu dia-a-dia sem se desligar do que fazem. O incrível, na fotografia e nas cenas, é o “olhar ausente” (como diria o Sérgio) do artista que encontra o encanto nas coisas pequenas.

Vale para fotos, para a escrita e para pensar nas coisas que nos afetam.

Henri Cartier-Bresson

Vale também uma visita à exposição ou ao site do fotógrafo.

Henri Cartier-Bresson

Uma foto para retomar a rotina

De repente você sai do seu estado de conforto e começa a correr. Correr muito. É assim, em geral, quando você leva um susto, quando está sendo perseguido por ladrões e quando volta de férias e a rotina te atropela outra vez.

Bom, se em alguns casos isso é pode ser desesperador – nunca levei um susto tão grande tão pouco fui perseguido por ladrões, mas acabo de voltar de férias -, em outros é um conforto. No meu caso, entendo esse conforto por estar aqui e voltar a escrever.

Fim das férias. Assim pretendo.

Férias!

Férias

Caros amigos, estou em férias. E além do trabalho, a escrita também anda escassa. Tão logo consiga um pouco mais de tempo (é incrível como a gente se ocupa quando está ocioso…), volto por aqui para publicar algo.

Abraços,
LHM

Devoção (fotos)

Uma pausa no meio da semana para uma recomendação especial.

Recomendo uma visita à “exposição” virtual Devoção. Capturadas por Fahirata, as fotos mostram pessoas expressando suas crenças em momentos de culto.

Aqui, o link para álbum (no Flickr – não inseri imagens no post porque as fotos estão protegidas por direitos autorais).

devocao_fahirata

Paraíso na Terra



Buenos Aires (ARG), upload feito originalmente por hmatos.

Só pra animar a segunda-feira.

Se existirem mesmo alguns ‘portais’ que nos mostram uma partícula da eternidade, então estive num desses pedaços do Paraíso em agosto passado.

Na vastidão literária da ‘El Ateneo’ em Buenos Aires – a livraria ocupa um antigo teatro-ópera -, sou o sujeito de mochila verde do canto inferior direito da imagem.

Buenos dias, novos Aires

Quatro bons dias em terras portenhas e fotos do final de semana para lembrar da arquitetura impecável, dos restaurantes, do vinho seco, dos dias sem compromissos. Para lembrar do povo educado, da gente elegante, do café com churros, dos livros de Borges. Para lembrar do porto, das praças, das feiras, do doce de leite e dos alfajores. Para lembrar do frio, dos taxistas malucos, da cidade cheirosa, da paisagem urbana que se sente europeia. Para lembrar que corre sangue verde-e-amarelo nas veias, para lembrar do Maradona e do Pelé. Para lembra-los: “pentacampeões!”.